Exames
Como funcionam, quando são indicados e como interpretar cada exame.
Biópsia Duodenal
Coleta de fragmentos da mucosa do intestino delgado durante endoscopia digestiva alta para diagnóstico histológico de doença celíaca, doença de Crohn duodenal, giardíase e outras causas de má absorção. Padrão de referência para confirmar atrofia vilositária.
Calprotectina fecal
Exame de fezes que mede uma proteína liberada por células de defesa quando há inflamação no intestino. É muito usado para diferenciar doença inflamatória intestinal de quadros funcionais como a síndrome do intestino irritável.
Cápsula Endoscópica
Exame que usa uma cápsula descartável com câmera para fotografar o interior do intestino delgado, região não alcançável pela endoscopia convencional. Principal indicação é a investigação de sangramento digestivo oculto e a avaliação da doença de Crohn no delgado.
Colonoscopia
Exame que examina o interior do intestino grosso com uma câmera flexível. É o método de referência para investigar sintomas de alerta, esclarecer sangramentos e rastrear o câncer colorretal, além de permitir biópsias e a remoção de pólipos.
Elastase fecal
Exame de fezes que mede a elastase pancreática, uma enzima produzida pelo pâncreas. Serve para avaliar a função pancreática exócrina e ajudar a investigar má digestão e má absorção quando há suspeita de que o pâncreas não produz enzimas suficientes.
Endoscopia digestiva alta (EDA)
Exame que usa uma câmera flexível para examinar por dentro o esôfago, o estômago e a primeira parte do intestino delgado (duodeno). Permite ver a mucosa em detalhe e colher biópsias, sendo indicado na dispepsia com sinais de alarme e na suspeita de doença celíaca.
Exame de Fezes (Protoparasitológico e Coprocultura)
Conjunto de exames das fezes que inclui investigação de parasitas, bactérias patogênicas e outros elementos celulares. Simples, barato e ainda relevante na investigação de diarreia aguda e crônica no Brasil.
Manometria Anorretal
Exame funcional que avalia a pressão dos esfíncteres anais, a sensação retal e o reflexo inibitório retoanal (RIRA). Fundamental para o diagnóstico de dissinergismo do assoalho pélvico, incontinência fecal, constipação refratária e doença de Hirschsprung.
Manometria Esofágica
Exame que mede a pressão no esôfago e no esfíncter esofágico inferior. Padrão de referência para diagnosticar distúrbios da motilidade esofágica como acalásia e esclerodermia esofágica.
Pesquisa de Helicobacter pylori
Conjunto de exames que investigam a bactéria Helicobacter pylori, ligada a gastrite, úlcera e dispepsia. Inclui o teste respiratório da ureia, o antígeno fecal e a pesquisa durante a endoscopia. Alguns medicamentos precisam ser suspensos antes para não gerar falso-negativo.
pH-metria Esofágica (Monitorização Ambulatorial do pH)
Padrão de referência para confirmar e quantificar a exposição ácida no esôfago. Fundamental para documentar refluxo gastroesofágico antes de cirurgia antirrefluxo e em casos com sintomas persistentes apesar do tratamento.
Sangue oculto nas fezes (teste imunoquímico — FIT)
Exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue invisíveis a olho nu. A versão moderna, o teste imunoquímico fecal (FIT), é a principal ferramenta de rastreio do câncer colorretal em pessoas sem sintomas.
Sorologia da doença celíaca
Exames de sangue que investigam a doença celíaca, com destaque para o anticorpo anti-transglutaminase IgA associado à dosagem de IgA total. São o primeiro passo do diagnóstico e só têm valor se a pessoa ainda estiver consumindo glúten.
Teste respiratório de hidrogênio e metano
Exame não invasivo que mede hidrogênio e metano no ar expirado após ingerir um açúcar. É usado para investigar supercrescimento bacteriano (SIBO) e má absorção de carboidratos, como a de lactose.
Ultrassonografia Abdominal
Método de imagem de primeira linha para dor abdominal e queixas digestivas, com excelente acurácia para litíase biliar e avaliação de órgãos sólidos. Não usa radiação ionizante, mas tem limitações importantes para a visualização do pâncreas e intestino.