Probióticos
Cepas probióticas, evidências clínicas e mecanismos conhecidos.
Bifidobacterium breve
Bifidobacterium breve é uma espécie do gênero Bifidobacterium que coloniza bastante o intestino de bebês e diminui na vida adulta. A cepa mais estudada, B. breve M-16V, aparece em pesquisas sobre cólica do lactente e prematuridade. A evidência global ainda é baixa, com estudos pequenos e heterogêneos.
Bifidobacterium infantis 35624
A cepa Bifidobacterium infantis 35624 é uma das mais estudadas na síndrome do intestino irritável, com sugestão de benefício sobre dor, distensão e desconforto. A evidência, porém, é limitada e específica para essa cepa — não se aplica a probióticos em geral.
Bifidobacterium lactis
Bifidobacterium lactis (por vezes chamado B. animalis subsp. lactis) é um grupo de cepas probióticas estudadas sobretudo para o trânsito intestinal e a constipação. Algumas cepas mostram aceleração modesta do trânsito, mas o efeito é específico de cada linhagem.
Bifidobacterium longum
Habitante natural do intestino humano desde o nascimento, importante na imunidade mucosa e com evidências emergentes no eixo intestino-cérebro. Os estudos são preliminares e os efeitos modestos.
Escherichia coli Nissle 1917
Escherichia coli Nissle 1917 é uma cepa probiótica incomum, uma E. coli não patogênica com evidência específica na manutenção da remissão da retocolite ulcerativa. É um dos poucos probióticos com respaldo em doença inflamatória intestinal, sempre como complemento, não como substituto do tratamento.
Lactobacillus acidophilus
Uma das espécies probióticas mais consumidas no mundo, presente em iogurtes e suplementos. Produz lactase e ácido lático, com alguma evidência em constipação e tolerância à lactose. Os estudos são heterogêneos e a maioria dos efeitos é modesta.
Lactobacillus casei Shirota
Lactobacillus casei Shirota é a cepa proprietária da Yakult, uma das bactérias probióticas mais consumidas do mundo. Foi estudada sobretudo na constipação funcional e na modulação imune, mas boa parte dos ensaios vem da própria fabricante, e a evidência independente é baixa.
Lactobacillus helveticus
Bactéria lática usada na produção de queijos duros (parmesão, gruyère). A cepa R0052, combinada com Bifidobacterium longum R0175, foi estudada no eixo intestino-cérebro, com efeitos modestos em ansiedade e qualidade do sono em estudos de pequeno porte.
Lactobacillus plantarum 299v
Lactobacillus plantarum 299v é uma cepa probiótica estudada especificamente na síndrome do intestino irritável, com alguns ensaios sugerindo alívio de dor e distensão. A evidência é limitada e específica dessa cepa, então convém expectativa realista.
Lactobacillus reuteri
Habitante natural do trato gastrointestinal humano com produção de reuterina (antibacteriano). A cepa DSM 17938 tem evidência razoável na cólica do lactente e como adjuvante na erradicação de H. pylori.
Lactobacillus rhamnosus GG (LGG)
Lactobacillus rhamnosus GG, conhecido como LGG, é um dos probióticos mais estudados do mundo. Tem evidência razoável na prevenção e no encurtamento de diarreias, incluindo a diarreia associada a antibióticos, embora o benefício seja específico dessa cepa e nem sempre grande.
Saccharomyces boulardii
Saccharomyces boulardii é uma levedura probiótica, e não uma bactéria, com evidência razoável na prevenção de diarreias, incluindo a associada a antibióticos. Na síndrome do intestino irritável, os dados existem mas são bem mais fracos e variáveis.