Pós-biótico
Pós-biótico é um produto derivado de micro-organismos inativados ou de seus metabólitos, que oferece benefício à saúde sem conter bactérias vivas.
Preparação de micro-organismos inativados e/ou de seus produtos que, administrada em quantidade adequada, traz benefício à saúde.
Pós-biótico é um conceito mais recente que os demais “bióticos”. A definição de consenso descreve o pós-biótico como uma preparação de micro-organismos inanimados e/ou de seus componentes que, administrada em quantidade adequada, confere um benefício à saúde. O detalhe que o distingue é justamente esse: ao contrário do probiótico, o pós-biótico não precisa conter — e em geral não contém — micro-organismos vivos.
O que ele oferece são os produtos e as estruturas derivados desses micro-organismos: metabólitos como os SCFA produzidos na fermentação, fragmentos da parede celular, enzimas e outras moléculas com atividade biológica. A ideia é que boa parte dos efeitos benéficos das bactérias não depende necessariamente de elas estarem vivas, mas dessas substâncias que elas produzem ou que compõem sua estrutura.
Do ponto de vista prático, os pós-bióticos têm vantagens potenciais de estabilidade e segurança — não há organismos vivos para se multiplicar ou perder viabilidade —, o que interessa sobretudo em situações em que administrar bactérias vivas seria arriscado. Mas é um campo em desenvolvimento: a evidência clínica ainda é jovem e específica de cada preparação. Como acontece com probióticos, prebióticos e simbióticos, o rótulo “pós-biótico” não garante benefício por si só, e vale olhar para o que exatamente foi estudado.