Fermentação colônica
Fermentação colônica é a digestão bacteriana das fibras que chegam ao cólon, gerando ácidos graxos de cadeia curta benéficos e também gases.
Processo pelo qual as bactérias do cólon quebram fibras e carboidratos não digeridos, produzindo ácidos graxos de cadeia curta e gases.
Fermentação colônica é o processo pelo qual as bactérias que habitam o cólon quebram os carboidratos e as fibras que o intestino delgado não conseguiu digerir e absorver. Como o corpo humano não produz as enzimas necessárias para digerir muitas fibras, esses componentes chegam ao cólon praticamente intactos — e é ali que a microbiota entra em cena, usando-os como alimento.
Dessa fermentação saem produtos de grande valor. Os mais importantes são os SCFA, os ácidos graxos de cadeia curta como o butirato, que servem de combustível para as células do cólon e têm efeitos benéficos locais e sistêmicos. É por gerar esses metabólitos que as fibras prebióticas são consideradas boas para a saúde intestinal.
A fermentação também produz gases — hidrogênio, dióxido de carbono e, em algumas pessoas, metano —, o que é normal em certa medida. O excesso, porém, causa distensão e flatulência, sobretudo quando a matéria-prima são carboidratos muito fermentáveis como os FODMAP. É a mesma fermentação que a medicina aproveita no teste respiratório, medindo o hidrogênio exalado. Ou seja, a fermentação colônica é ao mesmo tempo fonte de benefícios e, em quem é sensível, de sintomas — o objetivo não é eliminá-la, mas equilibrá-la.