Metano expirado
O metano expirado é produzido por arqueias que consomem hidrogênio no intestino. Níveis elevados no teste respiratório se relacionam a constipação.
Gás produzido por arqueias a partir do hidrogênio no intestino; níveis altos no teste respiratório associam-se a constipação e ao subtipo metanogênico.
Metano expirado é o metano (CH₄) detectado na respiração durante o teste respiratório. Diferente do hidrogênio, que é produzido por bactérias comuns, o metano no intestino é gerado principalmente por arqueias — micro-organismos de um grupo distinto das bactérias — que consomem o hidrogênio produzido pela fermentação e o convertem em metano. A arqueia mais associada a isso é a Methanobrevibacter smithii.
Medir o metano importa porque ele conta uma história diferente do hidrogênio. Níveis elevados de metano no teste respiratório têm sido associados à constipação e a um trânsito intestinal mais lento, provavelmente porque o próprio gás influencia a motilidade. Esse quadro deu origem a um conceito à parte, o sobrecrescimento de metanogênicos intestinais (às vezes chamado pela sigla IMO), que muitos autores tratam como distinto do SIBO clássico de hidrogênio.
A distinção tem consequências práticas. Como os produtores de metano respondem menos a certos antibióticos usados isoladamente, o tratamento do subtipo metanogênico costuma diferir. Além disso, medir apenas o hidrogênio pode gerar falsos-negativos em quem tem predomínio de metano, já que as arqueias “consomem” o hidrogênio que seria detectado. Por isso os consensos recomendam medir os dois gases em conjunto na fermentação avaliada pelo teste.