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Colecistoquinina

A colecistoquinina é um hormônio peptídico produzido pelas células I do duodeno em resposta a gorduras e proteínas, coordenando a secreção biliar e pancreática necessária para a digestão.

Fisiologia Revisado em 09 de julho de 2026
Resposta rápida

Hormônio liberado pelo duodeno após a refeição que estimula a secreção de bile e enzimas pancreáticas.

A colecistoquinina (CCK) é um hormônio peptídico produzido pelas células I, localizadas no duodeno e no jejuno proximal. Quando gorduras e proteínas chegam ao duodeno vindas do estômago, as células I detectam esses nutrientes e liberam a CCK na corrente sanguínea em poucos minutos.

Os dois efeitos mais importantes da CCK são bem estabelecidos. Primeiro, ela estimula a contração da vesícula biliar, que expulsa bile para o duodeno. A bile é fundamental para a emulsificação das gorduras — sem ela, a lipase pancreática não consegue trabalhar com eficiência. Segundo, a CCK estimula o pâncreas exócrino a secretar suas enzimas digestivas: lipase, amilase e as principais proteases. A CCK age sobre esses dois órgãos diretamente e também via nervo vago, amplificando o sinal.

Além da digestão, a CCK tem um papel importante na saciedade. Ela age em receptores CCK1R localizados nos neurônios aferentes vagais, transmitindo ao cérebro o sinal de que nutrientes chegaram ao intestino delgado. Isso contribui para a sensação de satisfação durante e após as refeições — não como um pico de saciedade imediato, mas como parte do conjunto de sinais pós-prandiais que o intestino envia ao sistema nervoso central.

Na dispepsia funcional, a resposta à CCK pode estar alterada: alguns pacientes apresentam hipersensibilidade aos seus efeitos sobre a motilidade intestinal, o que pode contribuir para os sintomas de plenitude precoce e desconforto pós-prandial. Na pancreatite crônica, a destruição do tecido pancreático reduz progressivamente a capacidade de responder à CCK, resultando em insuficiência exócrina pancreática — má digestão de gorduras, fezes oleosas e perda de peso.

A relação entre CCK e gastrina é de complementaridade: enquanto a gastrina estimula a secreção de ácido gástrico na fase gástrica da digestão, a CCK coordena a fase intestinal.

Perguntas frequentes

A colecistoquinina tem relação com o pâncreas?

Sim, e essa é uma de suas ações principais. A CCK estimula o pâncreas a liberar enzimas digestivas como a lipase, a amilase e as proteases. Quando o pâncreas está funcionando mal, como na pancreatite crônica, essa resposta fica prejudicada e a digestão de gorduras e proteínas é comprometida.